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Cópia de Um relato de um infarto

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Segue abaixo o relato real de um paciente - e amigo - sobre seu infarto.


Sábado e domingo, 20 e 19 de fevereiro de 2022, fui acometido por desconfortos no tórax e umas dores no braço esquerdo intermitentes que cessavam passadas mais ou menos 2 horas.


Minha mulher queria que fossemos a uma emergência mas eu relutava com aquelas frases de retórica, "isso não é nada" ou "vai passar, fica tranquila" mas existe uma coisa que não se pode desprezar, o sentimento feminino.


Eu estava preocupado, é verdade, mas achava que poderia procurar o meu médico com calma.A verdade é que a minha mulher sem me dizer nada, marcou uma consulta (21/02) e partimos para a mesma, às 08h.


Lá estava o meu médico, dissertei-lhe sobre o ocorrido e o mesmo pediu um eletrocardiograma, e detectou alguma irregularidade. As 10h eu estava na sala de hemodinâmica para um cateterismo/angioplastia que correu muito bem. As 12h do dia 23/02 já estava em casa.


Nesse processo todo o principal culpado do ocorrido fui eu pois nunca informei ao meu médico dos sintomas que, às vezes, sentia.


Mas quem sou eu para achar algo de medicina?


A meu favor que só ultimamente que passei a sentir reações mais fortes, mas já devia ter procurado apoio médico. Sempre enfrentei os problemas médicos com altruísmo, mas confesso que, quando senti o cateter sendo enfiado em minha virilha, fiquei bem assustado e comecei finalmente a me dar conta do imbróglio que estava metido e a partir dai relaxei e entreguei o problema nas mãos do médico.


Lições aprendidas com o ocorrido:


- Nunca se auto diagnostique.


- Vá ao médico como manutenção, não para reparos.


- Fale tudo ao seu médico.


- Acredite nele sempre. Tudo isso redundou em 3 stents e um balão, e a informação de minha volta para desobstruir 2 artérias menos importantes em algumas semanas.


Considerações finais:


- Pelo fato de não ter levado a sério os sinais emitidos pelo meu corpo, me vi atirado a uma situação grave e, se não tivesse sido atendido com presteza e competência, o que poderia ter acontecido?


- Tenho mesmo a impressão que este meu caso não deve ser isolado, mas as pessoas precisam ficar sempre atentas aos sinais do seu corpo. Esta ocorrência teve um final feliz mas é preciso levar em conta que poderia ter terminado em tragédia, e para isso faltou pouco.

 
 
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